Escola da Cidade – Rio de Janeiro foi produto de um concurso da XIII Bienal José Miguel Aroztegui, que tem como foco o campo do conforto térmico e acústico. O trabalho foi feito em trio e tive como parceiros meus colegas Domenico Santoro e João Vera, e fomos orientados pelas professoras Cristina Caselli e Monica Dolce – e assistentes Eduardo Gasparelo e Laís Coutinho. A premissa foi projetar uma hipotética nova unidade da Escola da Cidade no Rio de Janeiro.

O projeto está inserido no centro da cidade, em um local com inúmeros pontos de interesse – como o Museu do Amanhã, Pedra do Sal, Praça Mauá, MAR, Cais do Valongo e o Largo de São Francisco da Prainha – e também com pontos de infraestrutura de transporte – ônibus, metrô, VLT, ciclovias e balsas.

Com as informações obtidas na análise do terreno, conseguimos estabelecer diretrizes de projeto. Sendo elas:

A criação de uma conexão visual e simbólica entre o Cais do Valongo, a faculdade e o Largo de São Francisco da Prainha;
constituição de uma praça interna visando a convivência entre os alunos;


definição de uma modulação estrutural para economia de material;
destaque da circulação vertical dos volumes buscando maior liberdade nos espaços internos.

O programa da faculdade se dividia em quatro partes: a administração (secretaria e associações), a graduação, o ensino básico e a área pública (biblioteca, laboratórios, livraria, espaço de exposição e bicicletário).
Obviamente o concurso sendo de conforto ambiental nos atemos a questões de ventilação, sombreamento e insolação. A partir da análise do Climate Consultant, aplicação de consulta de informações ambientais, pensamos em soluções passivas para esse difícil contexto termico carioca. Com fachadas permeáveis por meio de portas pivotantes, coberturas com aberturas para ventilação buscando a exaustão natural do ar quente, de aberturas nas duas fachadas maiores de todos os edifícios para a ventilação natural e finalmente proeminentes passarelas e lajes que se estendem muito além dos interiores buscando sombrear as áreas internas.
Fizemos também testes de insolação e sombreamento para verificarmos a eficiência das estratégias escolhidas por nós.
Exploramos uma forma de representação gráfica mais leve e colorida como forma de ilustração da dinamicidade do contexto carioca em que o projeto está inserido.

corte longitudinal perspectivado

corte transversal perspectivado
Enviamos à Bienal este projeto em formato de quatro pranchas A3.
Seguem as pranchas>
Eu e meus colegas nos inspiramos fortemente nas obras de João Figueiras da Lima. Lelé, como é mais conhecido, sempre teve como partido de projeto estratégias bioclimáticas, e portantanto, pareceu inevitável ter suas construções como referência. Inconfundíveis, seus desenhos sempre coloridos e didáticos também foram uma grande inspiração.

Lelé / Fototgrafia: André Marques




















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